UmMêsNãoSãoDias

Lembraram-me elas: não escreves há tanto tempo...reparei que não, mesmo, reparei na saudade que elas mostravam ao dizer isso. Como se me agarrasem por ali, como se assim conseguissem ver-me. Têm razão; como não?
Vou dividir em multiplas facetas - tal qual com eu. Não quero misturas de momentos. Não serei fiel à cronologia, estes factos são tão enrolados; como é que sei se a carroça está à frente, ao lado ou atrás dos bois...? Vou tentar resumir os meus últimos...(estou a olhar para a data do último post e a fazer contas)...tempos. Um mês. Aqui vai, a minha vida num mês.
Gosto de ti. Não gosto. Ainda me aqueces, mas acho que é porque tenho frio - se eu fosse Verão não precisava do teu calor.
Agarrei-me a estes amores que não podia. Bastou ver "aquele" filme, que levou claramente ao livro, que me levou à constatação (novamente) da minha eternamente básica vida; quero um amor bárbaro daqueles, que eu sei que são só dos livros, quero aquela paixão toda, aquela profundidade. Só sei que preciso afogadamente de uma vida com toda aquela tragédia, não pensava um segundo em trocar esta minha vida por aquela...só para O ter. Quem for que O seja. Desde que fosse como ele. (E tenho vergonha de dizer o quão apaixonada por aquela paixão estou.)
Cada vez mais dúvido do meu discernimento. Não sei do meu futuro. "And now your stuck with square one."
Teatro. Problemas. Como assim??!
Não digo mais nada sobre isto, demasiado falado, demasiado igual, demasiado cansativo. Ainda amo, por isso sofro, e nem que vá abaixo com ele, vou. Não me vou embora sem ti.
Dou-te cada vez mais a mão, aperto-te ainda mais. Uma semana sempre juntas - e não podia ser melhor. (E com isto vem a dor de te deixar para trás, a ti C, não deixando; não te vejo há tanto, mas não quer dizer que não te adore tanto - desculpa-me.) Agarro-me com mais amor que nunca, fazes-me sentir tão bem! Fazes-me bem. Obrigada amiga. Por tudo o que disseste, por tudo o que fizeste. Acho que nem fazes ideia...
Reparei que me isolo. Com música. Ponho a música nos ouvidos e fecho-me, e gosto. That's the freakin' problem!
Chorei num destes ensaios, em vários aliás. Num cedi, no outro lembrei-me. Ao ouvir uma música. A aquecer: um momento. As imagens atiraram-se à minha mente, prontas a partir tudo! De repente estava no palco, com um holofote, abraçada ao meu amigo Manaças. Na última vez. Naquele último dia em que me apercebi que se arrancasse um pulmão não doía mais. VOLTEM PARA MIM! NÃO ME LARGUEM NUNCA MAIS! EU SUPLICO! Fodasse...!
Continuo sem saber qual é a minha cor preferida.
Os Sigur são cada vez mais uma coisa que surgiu do melhor momento da minha vida - um passado.
Decidi uma coisa comigo. Vou começar, vou conseguir, mesmo com o nada de tempo que eu tenho. Porque sei que me faz feliz. E não dizê-lo a ninguém, NINGUÉM torna-o ainda mais meu.
Sou esquisita. E não agrado a todos. Não que me faça muita confusão... - Calhei-lhe na rifa! FIXE! ........... It's just about the right quind of RED.......e todas adoraram!!
Na festa dos seus 18 anos, relembrei tudo. Cheguei ao seu quarto e o meu coração parou, enquanto que uma lágrima se forçou a sair. Estavam apenas 4 deles lá, mas bastou. "Então era isto. Então é isto." E olharam-me com olhos estranhos...
Gripe na véspera de Natal - fixe...!....
Estou sem reacção; pior, com pouca. Beijo ao meu tio. (Beijo à minha tia).
Os trabalhos do fim do período são suficientes para querermos uma arma - ou vão os professores, ou vamos nós. E continuo sem saber...o que é que TU queres de mim?...
Tenho saudades do meu cabelo grande.
Estou feliz pela minha querida, tão bom que é estar apaixonada. Pela pessoa certa. Até te perdoo as coisinhas (felizmente não muito) foleiras inerentes a esse estado de alma. Que feliz.
Sei tudo como se fosse, não sei como será. Porque neste labirinto de espuma, não há espaços não-abertos que o sejam - há sempre um buraco para sair, ou entrar. E porque podemos fazê-lo, tornamo-nos ambíguos, tornamo-nos livres. E se nos tornamos livres, tornamo-nos decisão. E eu não quero decisão. Quero um labirinto de amarras, quero sair ou entrar daqui, mais nada. Quero UMA coisa. Quero ser obrigada a viver o melhor disso mesmo, não me obriguem a ser como devo ser, como sinto que devo ser. Porque assim que o fizer, será sempre a minha responsabilidade. Será a MINHA vida. E tudo o que vem com as minhas escolhas.
Porque fui eu que decidi.
Durmo cada vez menos, para ler. Obcessão; talvez. Às vezes choro, porque quero mesmo fugir para as histórias. Patético.
Vontade dum gato. Mas sei é que é vontade da minha bebé de volta. Dói-me mesmo, todos os dias. Dói. E sei que nunca mais.
Preciso que me salvem, e não sei porquê, porque até acho que estou bastante feliz. Acho que preciso que me digam o que valho...seja o que for...se eu valho a pena. Quero saber se valho a pena...
Agora sim. Estou mais próxima do meu irmão. Já resolvemos coisas, mesmo sem falar. Já gosto mesmo de ti. E o que mais queria era ser unha com carne. "Respect!"
Estou a pensar no novo ano. Quero desespereadamente muita coisa, são coisas minhas, querer tudo, mesmo sem poder. Mas não custa tentar, posso não ter tudo mas fico com alguma coisa. Acima de tudo; ser feliz. EU QUERO SER FELIZ!
E pronto, penso que é isto. É o mais triste...a minha vida num mês se reduzir a isto.
Boas festas!
E já agora...as músicas que tenho revolvendo...
"Festival"
"Hoppipolla"
"Just for now"
"All by myself"
"Decode"
"Viva forever"
"Square one"
"Saeglopur"
"Untitled 1"
"Elegy for Dunkirk"
"Adeus, não afastes os teus olhos dos meus" - não mesmo, por favor...
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Jón Þór Birgisson


(Definir como ambiente de trabalho)
só porque me lembrei de ti

D.A.M.! i'm M.A.D.! (ahahaha só eu é que percebo) :D

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"Pai...qual é a diferença de Finanças e Economia?..."
"Então, cá em casa quem trabalha e traz o dinheiro sou eu...sou quem trata da economia. A tua mãe é quem gere o dinheiro, é a encarregue das finanças..."
"Ah! Já entendi."


:)

Reunião para a viagem de estudo à Holanda; mãe e pai - que, diga-se de passagem, é difícil conseguir ir a essas coisas - no auditório da escola. Piadas soltas, trocadilhos. O meu pai a enganar-se em três portas antes de voltar ao auditório depois de ter saído para ir à casa-de-anho. Olhares de risos abafados. ("Deixo aqui o carro que está mais perto de Lisboa e a tua mãe vem-me trazer de manhã" ahahahhaha). Casa - eu a dizer -lhe"vou-te chinar", ele a meter-se comigo, eu a dar-lhe murros...nós a rir da confusão dela, rir-nos as duas dele, eu rir-me sozinha dos dois. "CHIIIU!" - era a ministra da educação a falar, a mãe a querer ouvir e a mandar calar ao mesmo tempo que ia fazendo comentários (e a Ana a rir-se) e o pai a chamar nomes que eu acho engraçados à senhora (é a patroa do meu irmão...)(e a Ana a rir-se). Eu gozo com o Moita Flores que está em todo o lado, o pai muda para a sic -MOITA FLORES! - riso colossal - mãe a rir-se mas a questionar como é que o homem tem tempo para ser o presidente da câmara de Santarém, já que é 1h30 de viagem para cada lado e (eu) tinha visto que ele estivera no programa da Fátima - mudança outra vez para a rtp1. E depois a vida continuou como sempre, cada um para seu lado.
A diferença é que fui com um sorriso nos lábios.


Reparando nos nossos passos, calhas sempre tu... : )

"Mas ó Ana!! Epa MORREEEE!"
"AHAHAHAHAHAHAHAHA"
"AHAHAHAHAHHAHAHAH"

Esperas de mega concertos, chão se madeira, coca-cola na mão, barras de ballet e paisagem sintrense - conversas eternas, mãos dadas, caras demasiado aproximadas (ahahahahha largaaa-meeeeee!!!), risos de dentro, lembranças de outros anos e um dia inteiro para trás de esforço conjunto.


Viva.
Square One, Coldplay

Sigur ROS

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.Amei todo o momento que me abraçou, como se dum filho se tratasse. E como éramos muitos filhos, o momento esticou-se e chegou para todos.

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..Se pudesse morria ali. Não neste tempo, mas noutro, mais frio e mais húmido; morreria ali. Naquele mundo meu, nas notas pousadas no meu ouvido e no meu coração, nunca mais fui a mesma, nunca mais serei a mesma. Corri ali naqueles campos relvados e floridos da minha imaginação, fui tudo porque podia, tudo o que podia ser. Ali era casa, ali era eu. E olhei para cima e vi o céu - vi a minha vida passar-me na cabeça, vi mesmo, vi as coisas boas, memórias, lembranças a agarrarem-me e a devorarem-me. "Naquelas" notas "daquelas" músicas em que expludo de um sentimento que não conheço penso que vou ser feliz, que vou correr, que abraço, que amo, que sinto, que vou ser sempre feliz. E pouso a cabeça na almofada da voz do Anjo Cego e sinto que eu sou tudo o que puder ser, que eu sou grande coisa no mundo; nos mundos. Batem no tambor, cantam desalmadamente, choram, eu canto em plenos pulmões, mal respiramos, sorrio, morro, renasço, melhoro, paraliso e ouço. Komin heim þaõ kemur kafari Komin heim (o mergulhador chega - voltou a casa). E depois, adeus. Libertem-me...

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Isso ninguém me tira. Não há mal-entendidos.
Poucas vezes fui tão feliz.

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Sigur do meu coração

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Eu gosto tanto desta música que o sangue das minhas veias corre mais depressa.
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Á silfur-á
Lýsir allan heiminn og augun blá
Skera stjörnuhiminn
Ég óska mér og loka nú augunum
Já gerðu það, nú rætist saga
Ó nei!!!
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Á stjörnuhraða
Inni í hjarta springur, flugvélarbrak
Oní jörðu syngur
Ég óska mér og loka nú augunum
Já gerðu það, lágfara dans
Allt gleymist í smásmá stund og rætist samt
Opna augun
Ó nei!!!
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Minn besti vinur hverju sem dynur
Ég kyngi tári og anda hári Illum látum, í faðmi grátum
Þegar að við hittumst
Þegar að við kyssumst
Varirnar brenndu, höldumst í hendur
Ég sé þig vakinn
Ég sé þig nakinn
Inní mér syngur vitleysingur
Alltaf þið vaða, við hlaupum hraðar
Allt verður smærra
Ég öskra hærra
Er er við aða, í burtu fara
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Minn besti vinur hverju sem dynur
Illum látum, í faðmi grátum
Ég kyngi tári og anda hári Þegar að við hittumst
Þegar að við kyssumst
Varirnar brenndu, höldumst í hendur
Ég sé þig vakinn
Ég sé þig nakinn
Inní mér syngur vitleysingur
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.Sigur Ros; "inni mer syngur vitleysingur"
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Inside me a lunatic sings
On a silver river
You illuminate the whole world and blue eyes
Cut the starry sky
I make a wish and close my eyes
Yes do that, now begins the story
Oh no
At lightspeed
Inside a heart explodes, an airplane crash
Down on the earth sings
I make a wish and close my eyes
Yes do that, a silly dance
All is forgotten in very little time and yet begins
Open eyes
Oh no
My best friend no matter whatever happens
I swallow tears and breathe hair
A bad break, we cry in each other arms
When we meet
When we kiss
The lips burning, we hold hands
I see you wake
I see you naked
Inside me a lunatic sings
Always rushing, we run quickly
Everything becomes smaller
I scream louder
I'm with a shell, going away
My best friend no matter whatever happens
A bad break, we cry in each others arms
I swallow tears and breathe hair
When we meet
When we kiss
The lips burning, we hold hands
I see you wake
I see you naked
Inside me a lunatic sings
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Esta é a minha Amélia.

As Coisas à noite

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Desenhei, até que (não) me fartei, desenhei até parar um dia, é que apetecia-me mesmo! Sujei-me de carvão, de aguarela, de grafite, de água de pinceis e de chá e bolachas.

A minha mãe perguntou-me, já que passei o fim do dia todo a dizer que queria estar sossegadinha, "Ana, queres uma chávena de chá?". (Gosto quando dizem o meu nome, é que nem reparamos mas chamamos todos por "olha" ou com um gesto)...

Eu bebi o meu chá, queimei-me na língua, como não poderia deixar de ser, e pensei cá para os meus botões: que se dane, que me apetece! E por isso decidi (que eu decido tudo, até o que não vou decidir) que não me importava que horas fossem, ou que estava cansada, ou que faltava um trabalho de português para fazer, apetecia-me desenhar e assim foi. Assim é.

Usei cores, usei cores que não são consideradas "cores" porque são o preto, o cinzento e o branco, usei muitos materiais, preferi os que sujavam mais, porque apesar do trabalho posterior são os que dão mais gozo.

Passavam as músicas de que eu gosto, cada uma com uma história minha, e entrei num transe entre riscar, manchar, criar, ouvir, sentir e nem fazer conta que estou a fazer tudo isto. É a magia das paixões pelas Coisas...




E fui fazer o trabalho de Português e devorar o Brisingr até altas horas, que o livro tem muito bom aspecto! :)

Na verdade foi Sábado, 20 de Setembro de 2008

Sabem o que é melhor do que cantar?
Ouvir.





Nesse dia o mundo tocou-me muito. Nasceu triste e cresceu forte e claro, o sol raiava e enchia-nos de energia - ou, na verdade, apenas a desgastava. Andámos até ao fim do mundo para não o encontrar, o fim, mas sim o início; porque não era uma despedida, era um começo.
Não conto o que aconteceu de tão iluminador, não conto os meios mas sim os fins, é demasiado nosso para abrir as mãos em concha e deixar voar. Resultou dessa tarde um coração adulto, da sua forma criança e insegura que sempre é, porque vestiu-se e armou-se para o que se segue, uma prova aprovada por mim, já que eu quero-a, derradeiramente quero-a. Para quem não percebe digo apenas "Teatro" - umas luzes talvez se acenderão - mas para quem sabe digo "último". O meu último que mais provavelmente dita o que vou querer para as minhas vidas a seguir a esta.
O cerne da questão é não haver sequer questão, está muito clara a dúvida em mim, sabendo que a insegurança terá "Ana"; não preciso de explicar mais. Tirem da cabeça os que pensarem que isso para mim é quque partir para outros portos. Foi isto tudo a crescer e nós numa grande pequena roda, circundados por bichos negros de grandes patas que dançavam e provavam o doce momento que traziamos. "Quem", alquer coisa mais do que é, é para mim tanto mais como tanto menos, pois não é coisa pequena nem coisa a ignorar. É um desafio a quem sou por todos os sentidos possíveis, não julguem, eu julgo-me o suficiente, vou correr, é o último e quero tudo. O desafio será exactamente ter esse tudo sem ter verdadeiramente nada. Muita gente não compreende..."vais onde?' Teatro" "Ah..." mas acho que não se explica, deixa-se cá dentro. Eles não me ensinaram: aprendi.
E a folia (nesse tão complexo e multifacetado sentido) continuou por ruas de Sintra, por montes lá ao longe a transbordar de sol, o céu de arco-íris, as pétalas de rosa no chão - e posteriormente nas caixas de correio,- a casa de escritor, a minha rua, a minha vida, a minha gente, a casa dela como sempre, nós, eles, todos. (Reticências)

O meu mais sincero respeito. És muito mais que muita gente.

Dói-me a cabeça de chorar. E os olhos. E dói-me o coração. Mais que tudo dói-me o coração...


Sabes quanto és não sabes? As marcas no chão, os restos de comida misturados com água numa pasta terrivel, o olhar de quem não fez coisa boa ou óptima. A felicidade da minha entrada, tanto que me chateaste e tanto eu me vinguei fazendo a mesma coisa. Azar o teu, não tivesses orelhas grandes...! E eu enrolada contigo num poste porque não te queria perder (ups, tarde de mais-o humor negro não tem tanta piada quando é connosco, fica o aparte) e a espreitar em busca de coisas que te arreliassem. A foto. A tua casa de um tamanho soberbamente gigante e quase impossível de arranjar, a sua posterior destruição- que mais poderia ser vindo de ti?- o gosto pela jardinagem, o gosto pela água, o gosto por tudo que se mexia (ou não), quando passavas por baixo daquela mesa (eu juro que ainda não percebo como...) e saltavas por cima do sofá de um momento para o outro.
Lembrar-me-ei sempre de quando te adormecia, passava a mão por ti e até eu fechava os olhos. As cantigas, os beijos mais amorosos do mundo. O dar-te a mão porque não descansavas enquanto isso não acontecesse, a maneira como tu, como se fosses eu, fazias a tua caminha e tapavas-te. Tu fazias a tua caminha. Depois éramos nós. Tu já não podias.

A partir daí já não eras Marta.
Eras cadela.

Mas sempre te amei, sempre gostei de ti como o meu bebé. Desde o primeiro dia que te vi. Agora não tenho beijos, não tenho festas, já não há a alegria de chegar a casa e ver-te, não há a chatice de te levar à rua, não há nada, não há Marta, não há bicho, não há o meu amor, não há risos, não há pisadelas nem pancadas com o rabo. Eu despedi-me de ti, mesmo não sabendo. Lembro-me do primeiro dia em que te vi e do último. Marta, nome de gente. Como se não fosses outra coisa...estiveste aqui nos 7 anos mais duros da minha vida, eu abraçava-me a ti quando não tinha ninguém; sempre.
Merda, agora já podemos pôr tapetes no corredor...

hoje. até parece que foi ontem...


Adeus meu amor. Alias, até já.
Não tenho mais nada para dizer.

"Inni Mer Syngur Vitleysingur"

Cortei o cabelo. Sim sim, cortei!
Gosto.


Faz-me sentir diferente. Claro que se pintasse ia dar no mesmo, ou até mesmo não fazer nada, depende do estado de espírito...é que agora estou no 12º ano. O tempo passa tão, mas tão depressa! Aproveitemos todos! Neste momento estou feliz, neste momento 16h43 do dia 26 de Agosto de 2008. Estou a ouvir "Inni Mer Syngur Vitleysingur" dos Sigur Ros, estou a pensar que amanhã vou passar uma semana com o meu irmão, nós todos juntinhos em família; tenho saudades dele. E a pensar que tenho muitos abraços para dar, e que tenho o cabelo cortado, e que há de estar bom tempo e que agora estou a tentar usar cores que não o preto. Vou ter um ano em cheio, muito cheio mesmo, mas muito bom, o último ano do resto da minha vida. Já pensei e decidi estudar bastante desde o início, ter as notas que eu quero, ter a vida que eu quero, ser muito feliz, arranjar um amor se assim se propiciar, dedicar-me aos amigos, dar-me bem com os de cá de casa, ajudar mais, dar mais de mim. Quero sorrir sempre e chorar de vez em quando, sair muito, ficar muito em casa, dançar com paixão, ter um papel desafiador na próxima peça, saber o que quero para mim, rir-me como sempre com os do meu coração, ouvir muita música, continuar a querer que a minha vida fosse um videoclip, ter esperança que os Coldplay venham a Portugal, rejubilar-me porque os Sigur Ros vêm, comer melhor, desenhar mais e melhor, preparar-me para o que vier, brincar, querer, esperar, amar, viver,

EU VOU SER ASSIM!!
porque as resoluções de Ano Novo fazem muito mais sentido agora...

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Trindade(s)

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Tem toda a tua alegria
um riso enorme e profuso.
Correr livre,
vento,
corres nas asas do mundo.
Abraças tempos infindáveis,
esqueléticos de amor
que de ti soltas,
vagueias.
Passas as mãos vazias,
cheias,
pelo meu cabelo;
enfeitas-me, tornas-me laço
tornas o medo em céu estrelado
tornas-me minha e tua.
Vives e sonhas
diluvios de noites de verão,
que eu pouso a cabeça no teu colo
e tu a tua no meu coração.
Sejamos sempre assim
cor com cor
nossas mãos cruzadas
na cruzada do amor.

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Escrituras em Arial

São raras as águas.
São poucas as madeixas de luz que se deixam entrar.
São vidas as vidas que queimam o espírito
e que abraçam o escondido
e que deixam deslumbrar.
São tristes as desilusões
de mãos dadas com o olhar,
as meninas que choram
e que demoram
só por poderem se demorar.
São assim tão presas as imagens que eu quero ver
que eu quero sentir,
que me situam.
São os beijos perdidos, queimados;
recuam.
Quero o que não queria
mas continuo sem saber o que querer
continuo solta no vento
sem ninguém para me prender.
E sorrio porque até sei que só me falta uma coisa
e uma coisa apenas;
um sorriso só meu
de ti e de mim
de ti não sei quem és,
mas o meu está lá.
São os passos que darei
numa perspectiva que mudou,
"Ilha na Rua dos Pássaros"
destroços que o mundo levou
com as bombas e armas de brincar;
brincadeiras pequeninas
laços soltos no mar.

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racionalidade vs sentimentalismo: que ganhe o melhor

Quero-me agarrar a certas ideias, ideias fixas. Acho que sou feliz, eu sou. Racionalmente sou feliz, a minha cabeça aponta-me todos os elementos que dizem "Ana, tu és feliz!". Mas a felicidade não é racional. Temos pena Ana...


Mas continuo a achar que sou! Às vezes penso na minha maneira de existir. Às vezes apetece-me gritar bem alto "SERÁ QUE SOU UM EXAGERO? ACHAS-ME UM EXAGERO?". É assim que às vezes choro, porque eu choro muito. Antes não chorava assim e era tremendamente infeliz; deve ser por isso mesmo. Penso na forma como as pessoas me vêm, sei lá eu o que pensam elas; "Ana, tu és doida! Ana tu és maluca!" dizem isto tanta vez, e é bom, acho que é um elogio, não sei. E continuo à espera. E eles esperam que eu seja sempre "maluca", sempre a fazer coisas assim, sempre a rir- ser como eu sou, mas qual é o meu problema?! Se eu sou assim, que eles digam que eu sou assim, mas não aceito como aceitava...quero uma coisa diferente. Quero "obrigada", quero "gosto de ti, não deixes de ser assim, seja o assim uma coisa qualquer". É isto, um segredinho segredado ao ouvido de quem quiser ouvir. E a parte racional continua a dizer que sou feliz. Não é que eu não ache que sou feliz, mas acho que me falta alguma coisa, nada em concreto; o que foi já foi- falta talvez o sentimento perceber enfim que a racionalidade está certa e sim Ana, tu és feliz, e sim Ana, vive!
Eu amo mesmo o que tenho, mas falta-me essa compreensão. Um dia. Um "obriagada". Um abraço.

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Estudo do Meio




Na praia. Olhei para o mar e pensei "o mar parece azul. É por causa do reflexo do céu." Sim, e o céu, porque é que é azul?

Trocando por míudos: O céu é azul por causa da luz, da cor e o seu respectivo comprimento de onda. Se bem me consigo explicar, a luz que vem do sol (digo eu...) chega à Terra em alturas diferentes; a uma dada altura do dia, por exemplo o meio-dia, o comprimento de onda da cor azul chega mais depressa ao nosso planeta, então a essa hora chega e instala-se, enquanto que ao pôr-do-Sol, por exemplo, o comprimento de onda da cor vermelha chega mais depressa à Terra, daí o tom avermelhado no céu.


E pronto, acho que é isto.
Estou aberta a explicações mais coerentes e precisas.

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Estava a vasculhar o computador e vi isto...reparei que ainda não tinha mostrado. Aqui vai, o fruto de um momento partilhado;



Se eu fosse criança, inundava a cidade, pintava de todas as cores o coração dos que passavam. Respirava todo o ar dos pulmões benignos e, se calhar, algum betão que lá ficou acumulado, até que enchia o corpo todinho e vencia todos os males. Acabava por me deitar ao Sol e derreter toda aquela força sem graça, aquela força que nos faz agir como máquinas-rotineiras modelo 3.04 (fica bem pôr um 0 antes do 4, é mais moderno!) e sorriria para toda a gente ver, para eles, os maus e os bons, os secos e os vivos verem que, se eu fosse criança, seria tudo. Seria tudo menos suburbano menos cinzento, mais tom de vermelho maçã; lembras-te daquela macieira? Suspirou até à última folha, deixou cair o azedume todo que estava no ar, e agora…agora está nua, mas ainda está lá uma maçã vermelha que brilha ao Sol; qual será a história dela? Terá vidas para contar, terá uma lágrima por derramar? Ou lembrar-se-á dos sorrisos de outras maçãs vermelhas, vermelho tom de maçã, que se olharam no seu reflexo?Nunca saberemos, o que a prendia à macieira já não aguentou o peso da pequena maçã; estatelou-se no chão!... Ó! Não! Foi-se tudo embora! Caiu a amargura sob os nossos pés, já não há maçã na macieira, já não há história para contar! Já não há esperança no vermelho dos nossos corações, no reflexo dos nossos olhos. Voltámos ao escuro, mau mau…mas e se somos nós que queremos ver o escuro? E se no mau houver bom? E se o vento não for tão frio como parece? E se a macieira for a semente da luz? E se pé ante pé, dos nossos, pequenino, conseguirmos tocar-lhe…e ver…o céu. Foi isso que eu vi, nos meus olhos, cá dentro, quando derretia o betão, deitada ao Sol. O céu. O céu que, sem a figura da macieira marcada no seu azul, não é nada. Nem no cinzento em que ela vivia. Pois ela era a macieira, e todos nós éramos maçãs vermelhas, do tom mais vermelho maçã. Cairemos, pensei. Agora? Talvez não. Mas talvez um dia, quando a rotina pesar e o modelo se optimizar, cairemos naquela relva coberta de orvalho onde se deita a maçã! Veremos todo o suspiro que não vemos nunca. Aí, nesse dia em que a macieira se levanta e nos abraça, todo o betão e aço e ar benigno de pulmão se libertará, e seremos apenas maçãs à espera de nos lembrarmos dos sorrisos de outras maçãs vermelhas tom de maçã. O céu será ele e a macieira seremos nós. A macieira comanda a vida. Ela existe. Nunca estaremos sós.


Sopas & Stick Boy


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Enquanto ouço Amelie


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Toca a bela música. Toquem dedos, que se cansam. Que se iluminam, que se exaltam em uniformes manchas de luz melodiosa...Cantem as dedilhadas na lisura branca das teclas, que perfuram a madeira como quem busca o ar. Que se dêm as valsas e as danças, que se entornem as notas pelo mundo! Alegria no mundo, alegria feliz ou de luto, que a música nos preenche. Que se fechem os círculos de vento para que os cabelos rodopiem no mais leve sopro de tudo, na vontade simples dos que se despedem. O piano abraça todos como se de um amante se tratasse, como se cada Ré fosse Dó no coração de cada um; como se em Si se libertasse o que Lá se espera, sossegado, moribundo, aflito...o tom de tonalidade musical que asfixia o que nos corre nas veias, o sentido, a razão. Sente-se...É a música!
Piano.
Música...
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simples


Estava a fazer o que sempre faço. Estava a viver a vida e reparei que sinto falta. Neste momento, sinto falta e não escrevo como escreveria, com palavras carregadas de tudo. Simplesmente simples. Sinto falta de ti. Sinto falta das nossas conversas, dos nossos risos. Daquilo que éramos, apenas bons amigos, tão "apenas" como éramos, sem segundas nem terceiras intenções; amigos. Não sei o que se passou, ou se calhar apenas isso tudo realmente passou e eu nem vi. Se calhar nem reparaste...mas sinto que já não somos os amigos que éramos. E daí, talvez eu te tenha tido sempre em maior conta do que tu a mim. Calhou...
Mas sinto falta. Porque não sinto que tenhas reparado, ou até que tenhas feito realmente essa escolha, talvez tenhas; talvez não. Talvez penses "mas donde é que ela tirou esta ideia", mas sinto que fui deixada para trás, que já não sou suficiente boa para que queiras estar comigo, como dantes; porque não estamos na mesma, porque só temos palavras dispersas ou sorrisos ocasionais. O que aconteceu? Não te recriminaria por uma escolha tua. Apenas quero perceber.




...e às tantas nem vais ler isto. Às tantas nem sabes que leio as tuas coisas todos os dias, para saber alguma coisa de ti, porque de ti já não sei.


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Perdidamente

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"Ser Poeta é ser mais alto..."


e foi assim. Foi no primeiro acorde desta música de Luís Represas, emprestada pelas palavras de Florbela Espanca, que me caiu a primeira de muitas lágrimas. Bastou o primeiro coro de notas desafinadas para me estremecer e sentir pulsar o sangue nas veias. Os versos que tomavam conta mim eram a multidão ali, em Sintra, na mágica esfera de memória...lá trás escondia-se Mãe Tília, assustada com aquelas gentes que não costumam ser tantas, à procura de um cantinho só dela. Mas quando as notas se desabrocharam dos lábios até então murchos, ela espreitou, olhou para o mundo. Éramos todos nós e a música, as palavras que se imprimiam em nós, em mim. Eu chorei. E pensei na minha importância no meio daquilo tudo, e chorei por aceitar que aquela música também pudesse ser para mim. E era, era. E estava feliz. Chorei pela felicidade do momento efémero que passava, e por saber que por ser efémero, era aquilo; simples. E ri, eu ri com ele, brinquei com ele como não o fazia à muito, dei-lhe a mão. E a ela abracei-a. E a ele ouvio-o cantar de lágrima ao peito.
Éramos a família dos tempos passados, das oportunidades singelas.
Naquele acorde, eu fui feliz. Depois passou...mas fui menina. Fui a menina de outrora.


Também eu sou poeta.
Obrigada Luís. Obrigada Florbela.



Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!



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Caixa de fios

Quanto mais vivo, mais me apercebo da minha necessidade de escrever. De pôr tudo cá para fora. E é estranho como uma coisa impessoal nos pode dar este consolo, este abraço...porque mesmo pensando que nos estamos a abrir com alguem e que sim, estamos a ser consolados, acabamos derrotados. Porque já nem vale a pena. Já nem vale a pena tentar fazer de conta que não está tudo assim como está, que é impressão nossa, que tudo isto...
O impessoal prevalece, porque nem chegamos a esperar nada dele. Talvez seja esse o problema, esperarmos coisas das coisas, expectarmos. O impessoal não nos deixa na mão, porque nem sequer nos dá a mão, porque é apenas uma caixa de fios. Porque podemos escrever sem nunca sermos recriminados, porque não nos deixa de ligar...



...porque nem o chegou a fazer.




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nem perguntes...

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Chega. Chega. CHEGA !



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Uma palavra por 21

Tem piada. Tem? Somos 21, e dissémos até já às nossas andanças no dia 21. E este é o 21º post. Ironia. Será?


É que somos todos tão "nós"...jantámos, rimos, pensámos, ansiámos e pronto. A hora. A hora de alcançarmos o abraço da Mãe Tília , a hora de nos ouvirmos dizendo como tudo foi tão cheio. Na nossa roda de magia atrevi-me ao pior a que me podia atrever...eu escrevi. E li. E sem qualquer dúvida admito que foi a coisa mais difícil que tive que ler, o pedaço de coração que tive de arrancar com mais força, apesar dele querer sair. Foi colocar em aberto uma coisa que até à data, até escrever, até chorar sobre o papel estendido, não tinha completamente percebido. A falta que me fazem. Ou que vão fazer. Porque por agora, meus amigos, HAJA FOLIA! Depois, será depois. Mas ainda não.






E aqui ficam as minhas palavras. Aos 21.
Aos meus amores


Todos os amores por que passámos. Todos os risos deixados ao vento. Todas as coisas que fomos e quisemos ser, todas as história azuis do céu que nos preenchia. Éramos assim, simples silhuetas num palco vasto em que nos sentíamos iguais e preenchidos, mas próprios no nosso coração. Mãos que não se atreviam a largar, imagens que criávamos com tanto amor…Nós éramos nós, éramos nós em conjunto, um eu complexo que várias pessoas que se preenchiam. Nós éramos o melhor de cada um, éramos tanto, tanto…somos. Porque somos tudo isto, porque o teatro que há em nós quer dizer “nós”, quer dizer tudo. O que nós somos é o que sentimos desde o primeiro momento em que pisamos o palco. Tudo. Somos vastos, somos o mundo para o mundo. Eu não seria esse eu sem todos os outros, vocês, a minha complexidade não estaria preenchida de conjunto sem as tais mãos que não se largavam, que se mexiam. Pois todas as mãos são sentidas como deuses, como espelhos imensos do que nos caracteriza. As mãos que amo, as mãos que me completam o corpo e se ligam aos meus pulsos, onde me passa a vida. Os carinhos e abraços que me seguraram, a magia de olhar como nunca olhei. Basta um olhar para nos vermos…E éramos assim, simples folhas que esvoaçam ao vento quente. As folhas foram para outros jardins. E eu olho, e vejo a sua beleza, e contesto para mim própria, e faço força para não as agarrar. E tê-las só para mim. Porque vocês iluminaram-me, vocês fizeram-me como sou, feliz. Sou eu, sempre, sou eu quando estou no palco a querer salvar o mundo, sou eu quando nos cruzamos e olhamos. Sou eu porque vocês são vocês, sou eu porque nada é mais bonito que nós. Queria parar o tempo e ficar aqui, e não sair, e guardar-vos numa caixinha, e abri-la todos os dias, e sorrir, e dançar com vocês. Mas não posso…não devo, no fundo não quero. Porque vocês são o que sempre serão, meus. E nada pode parar isso. Nem eu.
Nunca me larguem a mão, nunca me deixem de olhar. Nunca deixem de ser vocês, não deixem de pensar naquelas noites dançadas ao som do amor. Nunca deixem o que já foi. Porque é passado mas é tão presente no nosso coração como hoje. Sigam o vosso caminho, minhas folhas. Entreguem-se a outras praias.
Adeus meus amores. Eu ficarei à espera.

Não compreendam, que também não quero.

Eles não fazem ideia. Não fazem. Ninguém faz, senão nós. Ninguém sabe como é o entrar em palco, a luz, o passo para um mundo enorme e maravilhoso, quase inalcançável. Não vale a pena explicar, não vale a pena sequer tentar partilhar o que aprendemos ao olhar os olhos de cada um. Ninguém sabe. Nem sequer certas pessoas a quem damos a mão sabem. Mas os outros, nós, os sedentos de "nós", compreendemos...sabemos tanto, tão bem, como é o mundo lá dentro. Queremos tão desesperadamente que percebam que temos de estar ali, tanto como precisamos de ar, que temos que nos tocar e sentir. Temos que nos ter, não nos podemos separar, é um fio condutor que não se solta. E era isso. Era isso que eu queria, era isso que queria que compreendessem. Que quando digo que estou com eles, compreendam que estou a ser feliz, que estou a compactuar com algo maior, com algo inegável. Não peço que compreendam o que sinto ao dar-lhes as mãos. Não quero, sequer. Desculpem a dureza, desculpem a ganância.
Só peço que entendam.

Inês Frutuoso.

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amo que saibas tudo do harry potânico ...e que tires tipo 20's a inglês, que tires 80% das vezes melhores notas que eu ( teve que ser 80 porque nao posso dizer que a desenho seja a mesma coisa, ah e que em portugues este ano eu fui linda e tu deixaste (quase)de ser a preferida da prof hahah mas ainda és a dos outros todos,(HAHAHAHAH MORTE DE RISOS) amo-te porque o teu riso me faz rir, amo-te porque nao sabes comer, e comes com o cabelo na boca...e porque te meto um post it no cabelo e passado 3 dias ainda o tens lá ( tipo amy )...amo-te porque há alturas em que começamos a gozar com um professor qlq ( a de portugues vá) e tu nao aguentas e choras de tanto rir, ARG amo esses momentos porque me rio até sentir que rebento, e temos ambas de fazer força para que minimamente não se repare...amo todos os outros momentos em que rimos. Amo-te porque me dás a mão e apertas com força quando ouvimos: "Far from home, elephant gun Let's take them down one by one We'll lay it down, it's not been found, it's not around..." ou.."When you try your best, but you don't succeed, When you get what you want, but not what you need, When you feel so tired, but you can't sleep Stuck in reverse!" ..ou para melhor dos exemplos: "Be my friend Hold me, wrap me up Unfold me I am small I'm needy Warm me up And breathe me" ...e tantas tantas outras E quando fazes um ar sério e dizes: "inês...não vais isto, inês não vais aquilo" e quendo ficamos as duas amuadas porcausa das notas de desenho e pensamos "opah que se lixe" mas no fundo roemos o nosso ser mais fundo e gritamos e berramos porque merecemos mais... e amo quando me dizes "inês TEN DE OUVIR ESTA MUSICA!" E SIM AMO QUE SEJAS A UNICA QUE ME COMPREENDE: COLDPLAY SEMPRE! e sim! amo que me chateies com falas do "dito-cujo"... e que me mandes o link do teu blog e me digas que tenho que ler para entender o que sentes, e sim eu entendo sempre, e sim eu leio sempre..e sim, eu gosto sempre...amo-te por uma carrada de coisas, pelos queques de chocolate, pelos leites de chocolate, pelos chocolates...amo-te porque tas sempre a comer, isso faz-me rir...amo quando fazes de insecto..quando fazes um sorriso tipico teu e fazes dos teus olhos bolas brilhantes e eu digo: AI ANA PARA PARECES UMA MIUDA! ( sabes de que cara estou a falar?)...amo quando metes os teus oculos de sol e fazes um ar sério... quando estou a falar contigo na net e inventamos piadas lindas...ou simplesmente quando inventamos piadas...mas a do phone foi a melhor e vai ficar prá história..lol só nós entendemos isto.. amo que tenhas sempre uma migalha no canto da boca, ou no cabelo.. amo que comas pão-de-pai-de-marco com fiambre e queijo com uma rapidez fabulosa... adoro os teus cadernos ULTRA MEGA HIPER organizados/mete nojo... amo que me gastes o pastel branco, e as canetas da staedtler (as triplus fineliner) para o ano logo vês... amo que sejas chata..e andes à minah volta sem para AMO AMO AMO AS NOSSAS LUTAS DE PARTIR A RIR ahahahaha amo...perdemos a força mas mesmo assim encostas-me a uma parede...adoro que me dês com uma das tuas ancas e eu quase voe...e que dês com uma das tuas ancas à lila e ela simplesmente voe....amo dizer " fds esta gaja nao se cala" ou qlq outra coisa e partirmo-nos a rir que nem doidas e a nossa lila ficar lixada que nem uma porta ( amo-te liliana)...ai ana, amo-te por isto e por um aglomerado sem fim de tanta coisa...um dia voltarei e completarei este comentario, que bem podia ser infinito...é será infinito tal como o infinito das nossas almas, seremos sempre um foco de luz, uma luz de arte, uma arte de vida, seremos sempre uma só vida. é isso...para sempre na mesma vida, que foi esta que alguem escolheu para nós...hasta*
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...e eu amo que tu existas. E amo não conseguir fazer como te tinha dito e escrever já em vez de depois, só porque me escreveste. Amo que me entendas da maneira que entendes, que te rias das minhas piadas, que me limpes as lágrimas de vez em quando e digas "ana, então?..." com voz doce, de consolo. Amo que gostes do mesmo que eu, amo sentir que já estou agarrada a ti. Amo que até já há quem diga que fomos separadas à nascença e vendidas =D ...amo ir ao café contigo e tu pagares-me montes de croissants AHAHAHHAHAHA e que compres uma caixa de sortidos e distribuas ao mundo. Amo que me digas que não sei comer, amo que achas tão importantes aquelas músicas, tal como eu. Amo as nossas pausas das aulas grandes de desenho, amo que últimamente te vistas à pãozinho sem sal ahahhahahaha amo as tuas fitas no cabelo tiradas das barbies, amo o facto de SÓ tu te poderes cortar com um gancho na praia e ainda por cima não perceber. Amo quando ouvimos as músicas no teu MP, amo que Coldplay nos dê a volta ao coração. Amo quando nos sossegamos e não dizemos nada, porque as músicas falam por si, e as nossas mãos dadas também. Amo que sejas tu mesma, e que eu seja eu mesma. Amo que estejas sempre a mudar o teu quarto, mais que eu, e amo que ligues a web e eu te veja a rir das minhas piadas, enquanto penso "raios! não tenho web!". Amo quando nos deitamos no chão de tanto rir e vamos para debaixo das colunas para ouvirmos o "Viva la Vida" com atenção e dançarmos...amo que ainda te lembres como eu gozei contigo no início do ano porque falavas em espanhol e não te lembravas das palavras na tua língua materna. Amo que não ponhas acentos nas palavras, e que escrevas a cores, ah e é claro, amo as tuas canetas!AHAHHHAHAAH!
Amo quando gozamos com os professores (não é gozar, vá, é rir porque não se sabem vestir, coitados..), amo que sejas a única pessoa à face da Terra que tem pena da professora de português, amo como me apertas a mão para não te mijares a rir. Amo quando me chamas "vaca!" só porque tive melhor nota ahahhahah. Amo chamar de DOBBY à Lila, contigo, e amo quando nos rimos de uma coisa dela e como está mal disposta fica toda lixada (também te amo querida!). Amo partilhar o cacifo contigo, e que leves a barbie grega/romana para a escola, só por estarmos a dar essa matéria em História de Arte. Amo que compres os "sapatos da moda" AAHAHHA e não te importares, porque são giros e calhou toda a gente usar também...amo que cortes o cabelo porque te apeteceu e amo ter feito isso também (mas em dose mais pequena ahhahah). Amo dizer-te para soltares o cabelo e tu responderes "mas ele está à anos 80!...", amo que uses um champô que parece que pintaste o cabelo. Amo que adores garrafas de água. Amo que tenhamos um cadeado algures...e amo que não tenhas a chave do cacifo porque perdeste, e amo que ainda tenhas as minhas calças de EF HAHAHHA
Amo a tua foto do BI, amo que gostes da Disney e da Alice, amo que sejas "mãezinha", amo o teu riso, amo o nosso riso. Amo ser a Torta e tu a Liça, amo que tenhamos criado a Lesma Que Faz Weeeeeee, amo contar-te tudo sobre tudo o que é (ou não) meu.
Amo os teus abraços, amo que tenhas paciência para mim, amo poder ser completamente eu contigo...amo que entendas a nossa relação com GD, amo que tenhas um professor-avô, amo que ames o teatro e que entendas quando eu digo uma palavra do que foi, que saibas de que emoções estou a falar...amo que sejamos gémeas, irmãs de coração, que sejamos do mesmo planeta. Amo que sejas linda...amo que ames o mundo, amo quando me dizes coisas porque gostas de mim, e confias...amo partilhar tudo contigo, amo que me apeteça tudo contigo e nunca fique farta de ti. Amo que sejamos um outro par de Inês-Trindade =) e amo saber que me amas...

Amo saber que vou passar o Verão inteiro contigo, amo de maneira que ninguém entende...a não ser tu. E amo o facto de poder escrever mais e mais por me lembrar de ti, por ter tanto que dizer, tanto para agradecer, tanto para partilhar e relembrar...


E mais que tudo, amo que sejas minha, porque isso é que me faz sentir no topo do mundo; eu amo-te e tu amas-me. Amamo-nos. Para sempre amigas minha Inês.*







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Para todo o mundo, fazes parte do meu mundo. Penso mesmo que há almas que seriam uma só e se separaram...e que por vezes conseguem encontrar-se. Eu já encontrei todos os pedacinhos da minha alma. Os 3 pedaços. Encontrei-te.



É maravilhosamente estranho como as folhas caem da mesma maneira, para nós...

Branco

Parece que tinha medo do branco. Descobri que me assustava a simplicidade e clareza que transmitia. O branco é lindo, já me esquecia...

Eu estarei cá à mesma. "Eu"...





Agora é que é. Agora é que, pensando no mundo, pensando nas coisas, é que se faz o que se tem a fazer. Já é só o meu olhar, não mais nenhum outro, não mais outras bocas, outras razões, outros sentidos. O que tem que ser, é, e luta-se por isso; já não existem mãos a puxar. Já se foram muitas coisas, muitos momentos desperdiçados, ou apenas usados a olhar para outras direcções, já se mostraram muitas caras, que não voltam aos tais momentos já passados. Agora sou eu. Agora vou ser eu, agora é assim, não mais, não mais nada. Quem não gosta que me largue, o meu eu já não quer saber. Os objectivos são estes que sei, é isso que quero, é essa a vida, é o caminho dourado para o futuro. Agora sou eu, já não quero, já não posso, já não aturo prisões, já sou só eu e o lápis, já sou eu e o meu futuro à minha frente. As músicas nem deixam de ser as mesmas, apenas são mais fatais e preciosas (será que são mais, será que já não eram?), as cores são mais vibrantes para todos os sentidos. Assim será, assim o preto será do maior luto e o branco do maior casamento com a luz. Abriu-se a porta para o abismo, eu salto com cabeça erguida; o abismo não tem que ser mais do que aquilo que simplesmente é. E a negatividade não passa, o véu é forte. Porque aviso do meu véu. Aviso que agora é dificil espreitar, eu coloquei-o por vontade própria e dos que passavam. Teve que ser assim, vontade própria involuntária. Mas nem me importo, já estou por tudo, desde que respire. Porque o ar anda rarefeito, por aqui, pelo mundo; as coisas estão a acabar, sinto que a minha vida acaba, solta-se depois do sol quente se ir...soltam-se...E saber que já não volto a casa acaba-me, desfaz-me. Daí o querer ser tudo agora, fazer tudo, ser eu, porque depois do sol só me resta a poeira de madeira adorada e sombras de figuras. "Porque a vida nunca mais foi a mesma". Pois não. E tu sabes. Eu sei, mas não quero saber, não agora, porque estou mesmo a entrar para o abismo, de cabeça erguida. Quero deixar tudo na melhor das hipóteses, no melhor dos fôlegos, até não conseguir mais. Quero sair maravilhosamente cansada, quero isto mais que tudo, mais que tu, mais que o mundo. Eu quero ter memória de toda a poeira que pisei, para sobreviver no frio do inverno. Porque não quero saber dos meses, e se está frio, é a antagonia do sol e do frio que me aperta, é o sabor do quente que eu espero. Espero mesmo. Desespero. Grito por essa liberdade fatal, por esse adeus arrastado e doloroso. Preciso do sol, preciso de todos, preciso de saber tudo e amar tudo antes de tudo acabar. Eu quero-vos sempre, e com vocês, vou eu, a Ana. E digo isto sem uma lágrima na cara, sequer...já não me conheço.





Porque as coisas acabam, de uma maneira ou de outra. Não quer dizer que seja mau. Neste caso é apenas largar a vida, tornar-me nada. "Apenas"...







"No I don't want to battle from beggining to end
I don't want to cycle and recycle revenge
I don´t want to follow death and all of his friends."




Coldplay

viva la vida

I used to rule the world Seas would rise when I gave the word Now in the morning I sweep alone Sweep the streets I used to own I used to roll the dice Feel the fear in my enemy's eyes Listen as the crowd would sing: "Now the old king is dead! Long live the king!" One minute I held the key Next the walls were closed on me And I discovered that my castles stand Upon pillars of sand, pillars of sand I hear Jerusalem bells are ringing Roman Cavalry choirs are singing Be my mirror my sword and shield My missionaries in a foreign field For some reason I can not explain Once you know there was never, never an honest word That was when I ruled the world (Ohhh) It was the wicked and wild wind Blew down the doors to let me in. Shattered windows and the sound of drums People could not believe what I'd become Revolutionaries Wait For my head on a silver plate Just a puppet on a lonely string Oh who would ever want to be king? I hear Jerusalem bells are ringing Roman Cavalry choirs are singing Be my mirror my sword and shield My missionaries in a foreign field For some reason I can not explain I know Saint Peter will call my name Never an honest word And that was when I ruled the world(Ohhhhh Ohhh Ohhh)

THE AGE OF THE UNDERSTATEMENT



And there's affection to rent
The age of the understatement
Before the attraction ferments

Kiss me properly and pull me apart

Affection to rent the age of the understatement
Before this attraction ferments
Kiss me properly and pull me apart


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh


And my fingers scratch at my hair
Before my mind can get too reckless
The idea of seeing you here
Is enough to make the sweat grow cold

Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhh




(Alex Turner/Miles Kane)

o poeta chora

Tu não ouves o mar que eu oiço, tu não choras o mesmo sal que eu! Tu não me dás a mão que eu preciso, dás aquela que está mais perto, por facilidade. Tu dás abraços de nada, que não se sentem nem no ar, tu não sabes, não vês que não sabes, não fazes ideia. Tu até podes querer, mas não deixas, eu não deixo por não querer, nós quebramos, nós choramos; perdão, chorar, choro eu. Tu amarras, prendes, não deixas espaço para existir, tu levas tudo e nem deixas nada para me lembrar...já não sou pequena e quem me dera que fosse! Já não posso ter a desculpa de ser pequena, já não durmo aquelas sestas, já não me contas histórias, já não fazemos os nossos teatrinhos.
Porque nós faziamos, lembras-te? Tu fazias o jantar e eu sentava-me ao teu lado, tu começavas uma história e brincávamos, brincávamos...

Ravina

O salto mais alto de uma vida é o saltar.
É o pé atrás do outro, é a coragem de dizer
que sim e que não.
É o avançar do momento,
o controlo da respiração.
O som do vento nos ouvidos que querem ouvir
o que o vento nos ouvidos
não deixa conseguir.
São as palavras que ouvimos de trás
a dizerem
para não saltar;
são os gritos de morte
que nos fazem perder o Norte
e a coragem de avançar.
Todo o tempo são dias e dias que passam sem abandono
o único olhar desperdiçado
vem muito, muito antes do sono;
o sono da vida que tivemos antes de saltar,
o mundo foi o mundo,
o pé avançou
a vida escapou-se.
A alma juntou-se ao mar.

Ouvi dizer que...


Acabar com a fome no mundo, a guerra, a violência, os males e os azedumes. Isso gritamos todos! Gritam os pacifistas, gritam as crianças com sonhos, gritam as misses de faixa, gritam os políticos em campanhas eleitorais. Mas não há fonte que cesse, não há abrir de mãos para que eles possam voar, ou outros, os não-eu. Os que merecem tudo, que são tudo, e que querem tudo quanto nós, que são tão eles como nós, que deveriam abrir as mãos para nós, como nós.

Quando penso que não me dou, penso que já não sou eu. Mas se não estou a ser eu, se estou a ser não-eu, talvez assim abra a mão...talvez pare a hipocrisia quotidiana do "vou salvar o mundo, vou salvar-te"; talvez assim dêmos as mãos ao mundo, até fazermos uma roda enorme em que o abraço é tão apertado e tão precioso que todos percebam que todos somos só um, e se não formos um somos apenas nós, ou eus, e não os não-eus que, se derem as mãos, são eles próprios mais o mundo. Dêmos as mãos.



"Engraçado, tudo junto são duas palavras e separado é uma só."

Ai a sexta

Se tivesse um diário escreveria: "Querido diário, hoje parti o nariz." Isto levaria-me a emendar o "hoje" para "ontem", porque foi ontem que o parti. Que ele foi co-partido, perdão. E por ele estar partido lembrei-me






QUE PORRAA!!!


terça-feira

Não são precisas imagens. Não é preciso papel. Não é preciso dizer das alegrias das palavras. Todos os gestos foram gestos e tiveram a sua importância, todos os passos corridos valeram. Os caminhos percorridos foram eles mesmos, sem tirar nem pôr. Mas nem por isso as coisas deixaram de ter a sua graça, o seu estado mais puro. As intenções continuaram lá, naqueles bancos em que nos sentámos; os pombos continuam lá. Haverá sempre a bandeira lá mesmo em cima, a dizer adeus aos que passam. A vida continuará, mas mudará, pois todos os segundos contam. O efeito é borboleta.

5+5



Dez. São dez os dedos das mãos, são dez os mandamentos. São dez os momentos em que respiramos a sério, são dez os piscares de olhos. São dez os segredos que temos para contar, são dez os sorrisos que nos marcam. São dez os nossos maiores sonhos, são dez aqueles que não queremos perder. São dez as mãos que nos agarram para não cairmos, são dez as letras e palavras que ansiamos. São dez os batimentos do coração, são dez as vidas que queremos, mas não podemos. São dez, queremos dez, precisamos de dez. São dez. Dez é par. São dez.

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"...on a bad day...looking for the great escape."
Patrick Watson

...

comboios


Pequenas palavras. Palavrinhas suaves, quadras redondas em versos quadrados. Coisas com sentido que não fazem sentido ou coisas sem sentido que fazem todo o seu sentido. Apoios que pairam e agradecemos com um pé à frente do outro. Mangas de camisa para nos limparem as lágrimas, sorrisos que dizem que está tudo bem. Comboios que passam e que sabemos que sempre passarão. Os amigos são isto. Sem eles, o que mais?

piada nº2

O que acontece quando se mistura um rato com o Pedro Abrunhosa?




- um rato com óculos escuros!!!






AHAHHAHA

piada nº1

O que é que diz um porquinho mealheiro para outro??



- Empresta-me dinheiro se faz favor.







AHAHAHAHAHHAAHHAHAAHAH
(vá lá, fui eu que inventei...) =D

Amanhã será sempre depois.











Amanhã rimos. Amanhã brincamos. Amanhã sonhamos. Hoje perdemo-nos, o ontem de hoje já passou. A vida ficou para trás, andamos às voltas com ar nas mãos. Deixamos cair o hoje para dizermos que tudo ficará bem, gatinhamos no dia a seguir para recuperar o brinco perdido ontem. Mas quando hoje perdemos o outro brinco, deixamo-lo estar e procuramos amanhã. Não saimos da roda viva do futuro não presente, das emoções que deviamos sentir na altura e que não o fazemos. Estamos tão cheios do vazio do hoje que o que desesperadamente queremos só chega amanhã. Então sentimos que foi para nada, a pressão foi estupida, futil. Não percebemos que esse vazio nos empurrava para uma corrente de ar que podia ser benigna e não maligna. Que podiamos voar com esse empurrão para sítios mais frescos, que podiamos ser quem queremos. Mas estamos fechados na pressão, no dia do amanhã. Hoje, a única coisa que conseguimos é chorar, perder forças. Mas já sabemos que amanhã o choro está lá, pois o amanhã é o dia seguinte de hoje. Amanhã rimos. Amanhã brincamos. Amanhã sonhamos. Amanhã choramos.

Eles eram mãos até ao nunca



Eles são dois, são só um.
Mãe de ventre, mãe de alma
e rebento inocente
vagueando as ruas.
Ela aperta-o nas mãos, liga-se ao calor do seu sorriso.
Ele não é nada sem ela, ela sabe-o. Ela ama-o. Receia.
Aquela mão é dela, para sempre, mas o sempre...
o que era...
poderia não ser o dia em que viviam.
Poderia ser amanhã, poderia ser nunca.
Mas nunca ela sabia que não era.
Pois nunca era quando as suas mãos e as dele se soltariam.
Para sempre, assim, agarrados à vida que ela não pôde evitar.
Chorava aos cantos, receava.
Não era isso que lhe queria dar.
Apenas queria que o nunca nunca chegasse,
o mundo era deles,
juntos.
Então as mãos coninuavam firmes, quentes,
como sempre, como até nunca.
Então continuaram,
ele e ela dando a mão.
O nunca seria daí a três luas.
Ele não sabia. Ela também não.
Ana Trindade